sexta-feira, 17 de julho de 2009

baunilha e chocolate


Faz anos que voce foge de mim.Eu me esforço por nao dramatizar nossas incompreençoes, digo a mim mesma que isso vai passar. A adolescencia é um periodo dificil, e uma mae deve aprender a ser paciente.Mas agora voce esta crescida é quase uma mulher.E continuo a sentir sua hostilidade.Nao entendo o motivo.O que lhe fiz?De que jeito a ofendi?
Penelope sentiu as palavras da mae como uma intrusao em seus proprios sentimentos.Nao tinha nada em comum com ela.Havia se habituado a considera-la uma estranha e desejava manter distancias.
- Voce nao me fez nada - respondeu.
- Voce é muito dura - constatou Irene.
- Sou apenas sincera.Sou como voce quis que eu fosse - esclareceu Penelope, a ponto de sair. Na realidade, sofria muito por se manter distante da mae. Tinha se fechado em si mesma para nao enfrentar um emaranhado de sentimentos tao complexos que lhe davam um profundo desconforto.Havia escrito uma cançao e a cantara naquela manha, na praia, para a amiga Sandra, a companhado-se ao violao e sabendo que sua mae a escutava.
Era uma impiedosa invectiva contra Irene, que se calara e , depois se refugiara no quarto para chorar.(...)
- Por favor, Pepe, vamos conversar - suplicou. - Por que voce implica tanto comigo? - insistiu.
- Eu nao implico com voce - retrucou. - Apenas nao compreendo por que voce pode fazer tudo o que quer, ao passo que eu tenho sempre que pedir permissao para qualquer coisa e , na maioria das vezes, a resposta é "nao".
(...)
- Pois muito bem. Entao nao vai achando que vou me pendurar no seu pescoço, dizendo:vamos ficar amigas.
- Bastaria que voce parasse de me odiar.
- Mas quanta importancia voce se atribui!Eu nem a enxergo.Imagine só se posso odia-la! - retrucou Penelope, a esta autura com os olhos marejados.
- Que coisas horriveis de se ouvir - disse Irene olhando-a desconcertada.
- Lamento mamae.Mas nao consigo me espressar de outra maneira.Muitas vezes me sinto infeliz e inquieta.Nao sou uma aluna brilhante.(...)Suas amigas e as filhas delas me criaram um monte de complexos.Diante da sua beleza, eu me sinto como uma rã gorda e desgraciosa.Como posso lhe perdoar tudo isso? - desabafou penelope,explodindo finalmente num choro descontrolado.Entao se viu nos braços de Irene, que,apertando-a contra si, disse baixinho:
- O que posso fazer para conforta-la?
- Tente com uma varinha magica.Voce me fez feia.Me faça ficar bonita e desejavel como voce - balbuiou Penelope, entre lagrimas.
Irene sorriu.O desabafo da filha lhe parecia um bom ponto de partida para reconquista-la.
- Eu tenho mesmo uma varinha magica, embora voce nao a veja.Claro, ela nao age de repente. Precisaremos de um pouco de tempo e da sua colaboraçao - declarou, acariciando-lhe os cabelos.
- Como assim? - perguntou Penelope, soltando-se dos braços de Irene...

(trecho de livro)




ate...





PS: eu te amo.




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Um comentário:

  1. gostei =D que livro é?me lembro um livro que eu li uma vez que se não me engano chamava-se Penelope,e tinha uma menina com focinho de porco :B
    sobre o último post no meu blog,fui eu que fiz o texto sim,que bom que vc gostou :)

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